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Com evidências de ligação com o Jampa Digital, o que falta para a PF assumir o caso Bruno Ernesto?

Um crime cheio de mistério e dúvidas como o do jovem Bruno Ernesto deveria passar para a esfera da Polícia Federal, pois a pressa com que o inquérito foi concluído deixou margem para muitos questionamentos e, dentre eles, o por quê o delegado concluiu como simples latrocínio, quando as evidências apontam para crime de encomenda, queima de arquivo?

Outro motivo que justifica a entrada da PF no caso é o fato da possibilidade de uma ligação entre a execução de Bruno e o escândalo do Jampa Digital, que envolve verbas federais e a própria PF concluiu um inquérito apontando desvio de recursos.

Como se sabe, Bruno assumiu a direção de Infraestrutura e Suporte da secretaria de Planejamento e, com o Jampa Digital sob a sua tutela , teria começado a investigar as causas do não funcionamento.

Há informações de que ele tinha acesso as senhas de todo o sistema informatizado da Prefeitura e João Pessoa. E se tinha sabia de todas as movimentações.

Assalariado e de classe média, Bruno Ernesto não movimentava dinheiro a ponto de chamar a atenção de olheiros, que repassariam a informação para a quadrilha, como diz claramente o motorista do sequestro, Alexandre Cavalcante, no vídeo abaixo. Ele diz que foi convidado para a ação criminosa, que recebeu mil reais e que foi “uma fita dada”

Apesar de o delegado de plantão dizer no vídeo abaixo que foi execução, pelas caractrerístiicas de tiro na nuca, o delegado Everaldo Medeiros concluiu rapidamente o inquérito, apesar de o caso apresentar tantas e tantas variáveis e até a confissão do motorista da quadrilha de que foi de encomenda, como os senhores poderão assistir no vídeo.

Se a PF entrar no caso vai chegar a conclusão de que a execução do jovem Bruno Ernesto foi queima de arquivo. Não à toa a ex-primeira dama Pâmela Bório faz insinuações do vínculo entre a morte de Bruno e o escândalo do Jampa Digital.