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A colunista do Jornal o Globo Adriana Vasconcelos fez uma análise interessante sobre um possível ponto de vista do PMDB nacional para o futuro do Brasil.

Primeiro, a jornalista comentou sobre a postura da  presidente Dilma e a possibilidade de substituir o vice-presidente Michel Temer, que é do PMDB, pelo atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Por isso, os peemedebistas podem apoiar a volta de Lula na presidência, para, assim, continuarem na chapa majoritária. Leia a postagem de Adriana Vasconcelos na íntegra abaixo:

 

O plano B do PMDB

 

Adriana Vasconcelos

Preocupados com o rumo do governo de Dilma Rousseff e cada vez mais desconfiados de que a presidente poderá abrir mão da reeleição em favor de seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB já começa a pensar em um plano B para as eleições de 2014.

A avaliação é de que Dilma não tem demonstrado o menor apetite político para ficar mais quatro anos no Palácio do Planalto, o que reforça as suspeitas de que ela estaria apenas guardando a vaga para Lula.

Se Dilma não for candidata à reeleição, os peemebistas temem perder a vaga de vice, hoje ocupada por Michel Temer, para o presidente nacional do PSB e atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que já não disfarça os planos de se lançar a vôos mais altos.

Esses seria um dos motivos que está levando Temer a investir numa aproximação com o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, o que poderá abrir uma porta para uma negociação futura com o PSDB.

Embora os tucanos estejam dispostos a lançar uma candidatura própria à prefeitura de São Paulo, Temer acredita que Alckmin poderá se unir num eventual segundo turno com o PMDB, até porque o candidato de seu partido, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), é um antigo aliado do governador de São Paulo.

Claro que se o governo de Dilma for bem sucedido, o que os peemedebistas começam a duvidar em razão da instabilidade política enfrentada pela presidente já nos seus primeiros seis meses de mandato, o interesse do PMDB por uma aliança com a oposição poderá acabar rapidamente, mesmo que o partido venha a perder a vaga de vice na chapa petista.

Mas se Dilma fracassar em seu governo, os peemedebistas acreditam que até mesmo Lula, com toda a sua popularidade, poderia ter dificuldades para se eleger a um terceiro mandato em 2014, já que foi o grande fiador da candidatura da atual presidente.

Neste caso, o PMDB teria mais poder de negociação tanto com os petistas quanto com os tucanos, já que como maior legenda do país tem um dos mais cobiçados tempo de TV no horário eleitoral gratuito, podendo embarcar na candidatura que considerar mais viável.

Como o seguro morreu de velho e o PMDB não sabe viver longe do poder, tudo indica que até lá os peemedebistas deverão investir nos dois lados, ainda que discretamente.

O Globo”