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Dois flagrantes recentes da vida real servem para que esse blogueiro possa em poucas palavras descrever os momentos difíceis que todos nós vivemos com essa girassoca desvairada que assola a Paraíba.

1. Durante o show dos Paralamas no Espaço Cultural no último domingo o locutor oficial inventou de lembrar ao público que aquele evento tinha o patrocínio do Governo do Estado. Até aí tudo bem, mas quando ele citou o nome do governador Ricardo Coutinho a plateia deu-lhe uma sonora e persistente vaia de quase cinco minutos. Se fossem contados em metros os apupos chegariam ao Busto de Tamandaré. 

2. A repórter da TV Cabo Branco Larissa Pereira se aproximou do governador para entrevistá-lo e ao abordá-lo se espantou com a reação, pois RC teria dito “entre na fila”, dando de ombros com uma rabissaca cuja queixada ficou acima da linha do horizonte para realçar a empáfia. Como se não bastasse tanta descortesia, ele pediu aos seguranças que não deixassem que “esses sonegadores” se aproximassem dele, confundindo o trabalho de uma profissional com as suas querelas com o Grupo São Braz. 

Por estar acontecendo em apenas 10 meses de governo, pode até parecer trecho de um folhetim de um plagiador qualquer de Gabriel Garcia Marques ou cenas de uma viagem alucinógena de quem provou peiote nos livros de Carlos Castanheda ou a papoula da terra do fogo de Zé Ramalho, mas é real e tupiniquim.

Cenas da Paraíba pós RC, cenas da vida real. Por que será que RC não ouve a voz rouca das ruas? Até quando suportaremos os seus coices?