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Hoje vi o secretário de Comunicação do governo RC Luís Torres todo serelepe lá no Canelle, na mesa de jornalistas que batizamos de Senadinho e que todo santo dia, de segunda a sexta, recebe a visita de algum político interessado em propagar ou rebater alguma coisa.

Homem do batente ele tem cadeira cativa entre os pares, mas nem por isso é poupado das ironias e perguntas ácidas à queima roupa.

Sua missão é espinhosa por ser o quarto secretário de Comunicação de uma gestão que perdeu muitas batalhas da comunicação e quer reverter, mas tá neste instante na posição que Napoleão perdeu a guerra. E Luís Torres é o coveiro.

Que jornalista não simpático ao modelo de gestão Ricardo Coutinho capitularia aos encantos que Luis Torres possa oferecer?

Quem foi açoitado três anos e cinco meses tá com o lombo anestesiado e umas chicotadas a mais ou a menos tanto faz.

Reverter o conceito criado nos primeiros seis meses, de perseguidor e arrogante, além de outros, não se consegue no último ano.

Percebam que o governo só terá esse restinho de maio e o mês de junho para anunciar, mas junho é Copa e a propaganda oficial não surtirá mais efeito.

Por isso Luis Torres sai da toca e circula, mas digo-lhe que já é tarde e RC perdeu o time e a guerra da comunicação.

E não perdeu para o PMDB, o PT ou o PSDB. Na verdade não perdeu para nenhum político.

Perdeu para uma dezena de abnegados jornalistas açoitados que, mesmo debaixo de vara, cerco jurídico e financeiro, levou a máquina financeira da SECOM a nocaute.

Entre os quais esse blogueiro que vos escreve agora e gente corajosa como Rubens Nóbrega, Clilson Júnior, Gutenberg Cardoso, Nilvam Ferreira, Helder Moura e Marcone Ferreira

Fomos nós e outros que não posso citar que encaramos e derrotamos o governador na guerra da comunicação.

A classe política pode agora tirar proveito, mas que todos saibam que o gigante foi à lona por obra de um corajoso grupo de jornalistas.

Em homenagem aos que resistiram posto “Cipó de Arieira”, de Geraldo Vandré.