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Político que se presa deveria entender que defender novos impostos, em um país com a carga tributária do Brasil é no mínimo uma aberração, mas o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), parece pensar diferente e com o discurso de salvar o Brasil, pede a Dilma e aos congressistas o retorno da CPMF.

Ele não foi eleito com este discurso, na verdade apresentava na campanha o tom de que quer reduzir a carga tributária, mas depois que sentou na cadeirinha de governador muita coisa mudou…

Sai esta semana uma nota em que governadores pedem  “maior aporte de recursos” para a saúde e apoiam o pleito da presidente Dilma Rousseff para que o Congresso aponte novas fontes de recursos para a área.

Na prática, eles decidiram encampar o discurso do governo sobre a necessidade de um novo imposto, nos moldes da extinta CPMF, ou aumentar a taxação de produtos como cigarros e bebidas para custear a saúde.

Será sobre os cofres estatuais o maior golpe caso a emenda constitucional 29, que aumenta as verbas para a saúde, seja regulamentada conforme o texto atual, sem nova fonte de verbas.

A carta, à qual a Folha de São Paulo  teve acesso, tinha até ontem 12 assinaturas –os governadores do Nordeste e os do PT. Outros sete já haviam se comprometido a assiná-la.

Na última semana, com a pressão crescente no Congresso para votar a regulamentação da emenda 29, o Planalto cobrou dos Estados uma posição. Segundo um ministro, os governadores estavam de “braços cruzados” nessa discussão.

Para mostrar a boa fase dos Estados com o Planalto, a resposta veio na sexta-feira, um dia depois de a presidente defender, em Minas, uma nova fonte de financiamento para a saúde.

Os governadores começaram a se movimentar para lançar uma nota em apoio. Tomaram a frente Cid Gomes (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba), ambos do PSB.

O Planalto queria que a articulação partisse de governadores que não fossem do PT. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o tema da saúde “não pode ser uma questão partidária”.