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Em entrevista concedida no inicio da tarde desta sexta-feira, 5,  pouco antes de viajar para Cajazeiras, onde participa do debate promovido pelo Portal e TV Diário do Sertão, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador pela Coligação A Vontade do Povo, anunciou que a Universidade Estadual da Paraíba terá restabelecida a sua autonomia, caso seja eleito. E revelou: é compromisso de sua próxima gestão instalar um campus da UEPB no Alto Sertão.

Cássio destacou que a UEPB tem sido duramente atacada,  desde o início da atual administração, e que o governo nunca compreendeu que uma universidade autônoma é essencial para a melhoria da Educação de maneira geral. “Temos que explorar a vocação formadora de professores da UEPB e só revalidando as autonomias financeira e pedagógica é que a política de ampliação, que foi iniciada no meu primeiro mandato, tenha continuidade”, explicou.

Em seu primeiro mandato, Cássio viabilizou a autonomia total à UEPB, dando o mesmo status à universidade que têm os poderes e instituições na Paraíba, a exemplo dos tribunais de Justiça e de Contas ou a Assembleia Legislativa: passou a receber os recursos financeiros com base no orçamento divididos em duodécimos, tendo por base a arrecadação.

Essa medida que repercutiu em todo o Brasil possibilitou a expansão da UEPB para as cidades de Patos, Catolé do Rocha, Monteiro e a capital, João Pessoa. O senador e candidato a governador do PSDB ressaltou também que o modelo da autonomia recebida pela UEPB serviu de exemplo para vários estados e que a universidade paraibana foi considerada a melhor instituição de ensino superior no âmbito estadual de todo o Norte/Nordeste do país.

Cássio declarou que, com a autonomia, a UEPB, dentro das possibilidades financeiras, poderá gerar novos campi por todas as regiões do Estado. “O que não pode é a Universidade precisar ficar mendigando os recursos a que tem direito todos os meses, enquanto o governo não tem a sensibilidade para entender a importância da UEPB para a melhoria da educação em nosso Estado”,  criticou o senador.