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Reabrir hospitais de pequeno porte em municípios paraibanos e criar centrais de diagnóstico por imagem. Estas são algumas das propostas do candidato Cássio Cunha Lima (PSDB) para a área da saúde se eleito no próximo dia 26. O tucano concedeu entrevista, ontem, ao telejornal JPB 2ª Edição, exibido em rede pelas TVs Paraíba e Cabo Branco, abrindo a rodada de entrevistas comandada pelos apresentadores Edilane Araújo e Carlos Siqueira.

Para a saúde, o candidato defende a descentralização do atendimento, a partir da reabertura de hospitais municipais, filantrópicos e privados em municípios paraibanos. “A nossa proposta é fazer com que essa rede já existente passe a funcionar, colocando a saúde mais perto das pessoas”, disse o candidato. De acordo com o tucano, por meio da central de diagnóstico, os resultados dos exames serão encaminhados via internet para os municípios.

Na educação, o candidato defendeu a escola em tempo integral e garantiu que será fornecida a estrutura necessária.

“A escola em tempo integral é uma saída desde que tenha estrutura para isso, estrutura física, de arte, esporte, cultura. E a nossa proposta é criar esse ambiente, trazer os professores como atores importantes desse processo”, afirmou. O candidato também destacou a revisão dos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração dos professores e implantação da Bolsa Trabalho para os estudantes do ensino médio. “Essa é a grande transformação que faremos na educação, além de devolver a autonomia da Universidade Estadual da Paraíba e manter 50% das vagas da UEPB para estudantes do ensino público”, acrescentou.

No início da entrevista, o candidato comentou o resultado das eleições no primeiro turno. De acordo com o candidato, houve “uso indiscriminado da máquina pública” por parte do seu adversário, Ricardo Coutinho (PSB). “Acreditamos que nesse retorno a Justiça Eleitoral vai ter uma atuação mais atenta para evitar os abusos que foram feitos”, declarou.

Sobre a política de privatização, Cássio defendeu parceria privada na expansão da rede de esgoto e tratamento, mas descartou a privatização da Cagepa.

“Água não pode ser privatizada, ela tem uma função estratégica de segurança nacional e tem que ficar na mão do Estado. Esgoto, sim. Acredito em parcerias privadas para que, através de um sistema de investimento, possamos expandir a rede de esgoto e tratamento”, disse.

Jornal da Paraíba