Fale Conosco

O vereador Fernando Milanez (PMDB), líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, está propondo que as bancadas oposicionistas do Legislativo Municipal e da Assembleia Legislativa procurem o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Abraham Lincoln, e o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro, para solicitar urgência nas apurações das denúncias feitas contra a Prefeitura sobre supostas irregularidades no caso da Fazenda Cuiá, na distribuição da merenda escolar e agora no eventual escândalo na compra de livros feita pela administração municipal. 

Milanez ainda quer que os deputados estaduais e os vereadores de oposição solicitem também do Ministério Público Federal providências imediatas sobre essas e outras denúncias para que a população de João Pessoa tome conhecimento de quem está envolvido e quem são, realmente, os culpados dessas supostas irregularidades, envolvendo dinheiro público. 

Ele não concorda com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesse momento na Câmara, como estão propondo alguns integrantes da oposição. “A instalação de uma CPI nesse momento é inócua. Não vai surtir nenhum efeito. O que a oposição na Casa tinha que fazer já fez, que era denunciar os desmandos da administração municipal, apresentar provas robustas, contundentes e claras. 

Cabe agora a Justiça, o Ministério Público Federal e Estadual fazerem suas partes, que é apurar, identificar os envolvidos e tomar as providências cabíveis”, ressalta. 

Fernando Milanez lembra que a Casa vai ouvir o empresário Daniel Dantas e alguns secretários municipais no caso da compra dos livros. “Agora nós já coletamos elementos suficientes que já foram repassados à Justiça”, afirma. 

O peemedebista revela que a bancada de oposição, formada por ele e pelos vereadores Marcos Vinícius (PSDB), Tavinho Santos (PTB), Eliza Virgínia (PSDB) e Mangueira (PMDB), tem desempenhado um papel muito importante e tem enfrentado enormes dificuldades com ameaça de invasão de suas bases eleitorais e tentativa de aliciamento de seus cabos eleitorais. 

Milanez acrescenta que a Justiça tem seus meios de investigação mais apropriados e eficazes e pode, muito bem, para identificar os culpados no caso, determinar até a quebra do sigilo telefônico e bancaria de várias pessoas.

Para Milanez, p caso Cuiá é ainda mais grave que o “Escândalo dos Livros”, pois mostra uma periculosidade ainda maior e a  ausência do medo de ser punido.

 “É como se a Paraíba fosse fora da lei e tivesse virado terra de ninguém”, compara.