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A carne é fraca: alguém está levando vantagem nessa troca de carne por frango nos presídios

EXCLUSIVO – Desde Adão e Eva que sabemos que a carne é fraca e que basta um descuidar para o outro meter a mão. É a chamada Lei de Gerson e o brasileiro está sempre querendo levar vantagem em tudo.

No governo Ricardo não é diferente. A gestão vive de bravatas ou de atirar com a pólvora alheia. Assim que assumiu foi aquele Deus nos acuda e a notícia era que herdaram o caos por toda parte e que nem comida nos presídios tinha.

Criando o problema para depois criar a solução encontraram em Pernambuco um jeitinho de acabar com o “sofrimento” dos detentos.

E logo licitaram uma compra de carne de primeira por um preço espetacular.

E dali de Jaboatão começou a chegar a tão necessária mistura para oferecer nos presídios uma comida digna de uma nova Paraíba.

A partir daí ficou normal encontrarmos caminhões da Disbral trazendo carne de primeira para os presídios e até para os hospitais, pois, segundo a tese socialista, também por estes equipamentos públicos o caos se abateu e nem comida tinha.

Licitação feita em vários valores a carne bovina sem osso começa a chegar ao destino ao preço imbatível de R$ 4,55. Que maravilha!

Mais eis que um belo dia agentes da Polícia Rodoviária Federal e do Fisco resolveram parar o caminhão para averiguar a carga e aí a carne sem osso começa a virar frango.

É constatado que a nota diz uma coisa e a carga é diferente do que está escrito lá. A diferença do custo ídem.

O cliente é a Secretaria de Administração Penitenciaria cujo secretário é José Formiga e o secretário executivo é o conhecido Sargento Dênis.

Pois bem, dando sequencia a nossa descoberta a carga foi apreendida e a Disbral notificada.

O auto de infração da Recebedoria de Rendas diz que a Disbral está sendo autuada por transportar mercadoria acobertada por documentação fiscal inidônea, visto que a discrição lançada não confere com o volume averiguado.

Lá dentro do veículo foi encontrado 156 caixas de 20 quilos de frango, 18 de 20 quilos de peito de frango e 471 quilos de carne de segunda.

Só que na nota constava que naquele veículo estavam sendo transportados 110 quilos de carne bovina tipo chã de fora, 365 quilos de coxão mole, 246 quilos de sobre coxa de frango e 114 quilos de peito de frango.

Numa avaliação mais detida a equipe do Fisco constatou que predominantemente a carga era de carcaça de frango, mas a nota faturada era de carne bovina de primeira e partes nobre do frango.

Ao saber da apreensão, alguém (?) na Secretaria de Administração Penitenciária moveu céus e terra para liberar a mercadoria e abafar o caso.

A pergunta é: quem esta levando vantagem nessa maracutaia?

Sabe-se que há uma sobra quando se soma o que foi licitado como o que está sendo entregue, pois os valores são muito diferentes.

Veja as provas abaixo.