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O senador José Maranhão (MDB) faz aniversário hoje sem tempo para maiores comemorações – ele está engajado na campanha para retornar ao governo do Estado pela quarta vez e, conforme algumas pesquisas, inclusive do Ibope, lidera levantamentos sobre intenções de voto. Advogado e empresário, nascido em 1933 na cidade de Araruna, no Brejo paraibano, Maranhão é o candidato mais velho entre os postulantes ao Palácio da Redenção. Tornou-se tríplice coroado quando ascendeu ao governo pela primeira vez em 95, sucedendo a Antônio Mariz, que faleceu vítima de câncer. Em 98, candidatou-se à reeleição e foi vitorioso com grande maioria derrotando Gilvan Freire, candidato pelo PSB que tinha a simpatia de dissidentes do PMDB liderados por Ronaldo Cunha Lima. Por fim, Maranhão voltou ao governo em 2009, convocado pela Justiça Eleitoral para completar o mandato de Cássio Cunha Lima, que fora cassado sob alegação de conduta vedada.

Formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba, filho de Benjamin Gomes Maranhão (Beja) e Benedita Targino Maranhão (Yayá), Maranhão é casado com a desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado e elegeu-se deputado estadual pelo PTB em 1954, sendo considerado, à época, o mais jovem parlamentar do Brasil. Reelegeu-se em mais três legislaturas, na última delas filiado ao MDB, dada a extinção dos demais partidos pelo regime militar. Maranhão, inclusive, foi cassado pela ditadura em 1969,supostamente por atuar na Frente Parlamentar Nacionalista, mas concretamente por não ter aderido à “nova ordem vigente”, conforme ele explicou. É, também, piloto de aeronaves, com brevê obtido em Escola de Formação de Pilotos do Recife (PE).

Ao empalmar o governo da Paraíba, Maranhão ganhou, dos correligionários e assessores, o apelido de “Mestre de Obras”, pelas realizações que implantou no Estado, sobretudo em infraestrutura. Ele voltou ao cenário político paraibano, finda a cassação de direitos políticos por dez anos, em 82, como deputado federal pelo PMDB, reeleito em mais duas legislaturas. Participou da Assembleia Nacional Constituinte e ali defendeu a reforma agrária, o direito de greve dos trabalhadores e o fortalecimento de empresas estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras.

Apesar da origem como proprietário rural (tem fazendas no Tocantins e no Piauí), adotou posições reformistas, identificadas com segmentos de esquerda. No governo, deu ênfase à eletrificação de comunidades rurais antes abandonadas e empenhou-se em apagar o último candeeiro existente na Paraíba. O Canal da Redenção, a barragem de Acauã, a construção de escolas, rodovias e hospitais, também constituíram o seu legado administrativo. Também projetou-se no mandato de senador, que exerce atualmente pela segunda vez. Em termos políticos, já rompeu com aliados como o atual governador Ricardo Coutinho, que o derrotou em 2010. Mas é tido como um político pragmático, que não tem dificuldades para se reconciliar com adversários. Ele concorre ao governo tendo como vice Bruno Roberto, do PR, filho do deputado federal Wellington Roberto e ex-secretário de Juventude, Esportes e Lazer do governo Ricardo Coutinho.

Fonte: Os Guedes