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Apesar de ter arrecadado em 2019, mais de R$ 10 milhões em receitas a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) de Campina Grande, por meio da gestão do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) e do seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP) alegou nesta sexta-feira (31), não ter condições financeiras de instalar mais abrigos de ônibus na cidade. Anteontem (29), o Conselho Municipal de Transportes Públicos de Campina Grande, que contém entre seus membros integrantes diretos, vários auxiliares da gestão de Romero Rodrigues, homologaram mais um aumento na passagem de ônibus na cidade que passará dos atuais R$ 3,70 para R$ 3,90.

Segundo o Sagres-PB, a STTP, arrecadou somente nos meses de janeiro a novembro de 2019, exatos R$ 10.372.412,89, mas o chefe de controle operacional da STTP, Hélder Carlos, alegou não ter dinheiro para implantar paradas de ônibus em Campina Grande. Segundo levantamentos existem na cidade 1.467 paradas de ônibus sem abrigos, na cidade.

Para o garçom Renato de Sousa, mesmo passando por uma necessidade pontual de usar o transporte coletivo, já deu pra perceber como é difícil encontrar uma parada com abrigo. “Para quem fica a mercê de ônibus é meio complicado. A frota não dá o suporte ideal para as pessoas e a acomodação para as pessoas também não é boa. Se tiver sol, aí a coisa piora muito. Vou pegar aqui, da Floriano Peixoto até próximo ao Hospital de Trauma. Quase nunca uso ônibus. Estou esperando hoje, porque meu carro deu problema. Mas já dá pra sentir o drama”, disse.

De acordo com o chefe de controle operacional da STTP, Hélder Carlos, ainda não é possível instalar abrigos em todas as paradas, por questões de infraestrutura e custos. “É tecnicamente impossível por situações diversas e pelo custo elevado de implantação”, explicou.

Aumento de passagens – O aumento para R$ 3.90, homologado pelo prefeito anteontem (29), já vale para hoje (31). Os usuários do cartão “Vale bus card” irão pagar o valor de R$ 3,75. Vale ressaltar que Romero prometia em vídeo, que durante sua gestão iria diminuir os preços das passagens, algo conflitante a realidade desde que assumiu a PMCG, em 2013, aonde vem sempre homologando aumentos acima dos índices inflacionários. Veja o que Romero prometia: https://globoplay.globo.com/v/2645811/

VLT – Ainda no ano passado, o prefeito Romero Rodrigues buscou junto ao Governo Federal impedir que o Governo do Estado realizasse a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), alegando que o mesmo iria realizar, tal obra que reduziria bastante os custos de transportes sobre os trabalhadores, já penalizados com os seguidos aumentos nas passagens dos ônibus em Campina. Mas já no final do ano de 2019, o prefeito mudou de ideia e anunciou junto à imprensa que não tinha data para dar início às obras culpando o presidente Jair Bolsonaro de não conceder o documento de ‘direto de uso’, que segundo ele, permitiria o inicio das obras. Veja detalhes onde Romero culpa Bolsonaro: https://portalcorreio.com.br/nao-ha-prazo-para-vlt-operar-em-cg-diz-romero-rodrigues/

Redação