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O partido do ex-ministro considerou que a saída dele do governo foi “inevitável.” Decidiu-se que o PMDB não esboçará nenhum tipo de reação.

Primeiro porque, conforme conclusão generalizada, as críticas públicas de Jobim não deixaram alternativa a Dilma Rousseff.

Segundo porque, a despeito da filiação de Jobim, o PMDB jamais considerou a Defesa como uma pasta de sua cota.

Jobim foi à poltrona por escolha de Lula, não por indicação partidária. Sob Dilma, manteve-se no posto, de novo, graças a Lula.

Deu-se com Jobim coisa diversa do que ocorreu com o ministro Wagner Rossi (Agricultura).

Avejado por denúncias de Oscar ‘Ali só Tem Bandido’ Jucá Neto, Rossi mereceu a solidariedade instantânea do PMDB.

Ao longo do dia, antes de se fixar no nome do ex-chanceler Celso Amorim, Dilma cogitara substituir Jobim pelo vice Michel Temer.

Foi informada de que Temer prefere se abster da incumbência. Não considera apropriado que um vice, indemissível, ocupe cargo passível de demissão.

Em verdade, o PMDB enxerga a Defesa como fonte de problemas, não de dividendos políticos. A fórmula do vice já havia sido usada sob Lula, com José Alencar.

De resto, foi unânime entre os grão-pemedebês a avaliação segundo a qual Jobim não saiu do governo pela porta da frente.

Tentou desdizer declarações públicas que soaram até amenas quando comparadas ao que dizia em privado.

Ouvido pelo repórter, um dos mandachuvas do partido disse: “Se Jobim tinha divergências administrativas -e ele as tinha- deveria ter sustentado…”

“…O pedido de demissão, do modo como ocorreu, não faz sentido. Não é feio ser demitido por divergir. Jobim não foi acusado de corrupção. Que fosse demitido!”

Com Blog do Josias