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O Governo Ricardo Coutinho é igual a menino encrenqueiro que arranja confusão em cada esquina. A confusão da vez agora é com o Banco do Brasil, que tem o contrato para administração da folha de pessoal encerrado unilateralmente hoje.

Como se já não bastasse tantas outras intrigas em que o Governo se meteu, ainda mais esta vem se somar ao rosário de contendas.

Só que o governador tem cutucado o cão com vara curta, mas parece não ter medo da rebordosa.

Há no contrato com o BB uma cláusula que prevê uma multa altíssima em caso de quebra de contrato, exatos 180 milhões de reais.

Mas, para variar, o governador desdenha da situação e manda sua secretária de administração dizer que a multa é ilegal, pois não existiu licitação, esquecendo que quando a relação acontece entre dois segmentos públcos aplica-se a dispensa.

Aliás, RC só invoca licitação quando lhe é conveniente, quando não, como é o vaso da permuta dos terrenos, desconsidera-a como princípio da boa administração.

Prestem atenção nas palavras de Livânia:

“O governador Ricardo extremamente preocupado para evitar os problemas, as filas de 2009 e em outros anos anteriores, nos orientou a colocar dentro do edital um prazo. Também vamos entregar material ao novo banco, com nome e CPF dos servidores, para agilizar o processo. É claro que irá ter que ir ao banco assinar a conta. Isso vai ser agendado, mas sem nenhum tipo de transtorno como aconteceu em anos anteriores”, disse.

Mas, o que Livânia se esquecer de dizer foi que banco novo é esse se ainda não houve licitação? Por que a pressa se há legalmente uma nova instituição disposta a dmisnistrara a folha? Ninguem, e tese, quis concorrer  até agora.

Já tive a oportunidade aqui de dizer que o vencedor da licitação será o Santander .

Quais os interesses que se camuflam nessa troca de bancos?

Anotem: por trás de cada contenda escondem-se dezenas de pontos de interrogação.

Atenção servidores: como é o Banco do Brasil quem  ecebe e faz o repasse do FPE, poderá a qualquer momento conseguir uma liminar e bloquear o valor da multa e aí quem ficará vendo navios é o coitado do servidor sem salário.

Enquanto isso, o Governo RC brinca com fogo.

Em tempo: após passar a terça feira inteira alardeando o rompimento do conrato com o BB e que não pagaria a multa, o governo supostamente recuou e publicou nesta quarta-feira uma prorrogação do contrato com o banco no Diário Oficial. O que acho mais absurdo nessa história é que nenhum banco tem a estrutura que o BB tem e que a partir de janeiro uma lei determina que o servidor escolha em qual banco quer receber seu salário. Cá pra nós, parece coisa de quem não tem o que fazer ou não sabe o que fazer.