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O Brasil assumiu o topo da lista de países com maior número diário de mortes por Covid-19.
A cada quatro mortes no planeta, provocada pelo Coronavírus, uma é de brasileiros.
Estatística macabra que sinaliza que a tragédia – que já vitimou meio milhão de brasileiros – não tem data para acabar.
A pergunta que não ousa calar neste instante tão triste de nossa história é:
Estamos sendo vítimas de um genocídio?
Integrantes da CPI da Covid no Senado Federal acreditam que sim.
Em nota pública divulgada por dez senadores, eles cravam que o que está em curso é um extermínio. E se preparam para denunciar o presidente Jair Bolsonaro no tribunal internacional de Haia, na Holanda, que tem a missão de investigar e julgar acusados de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.
O relator da CPI, Renan Calheiros, aponta que a imunidade de rebanho defendida por Bolsonaro pode ser caracterizada como crime contra a vida.
Permitindo a livre circulação do vírus, para contaminar o maior número possível de pessoas, aceitando um número elevado de mortos.
Se a denuncia for feita, será a segunda contra o presidente brasileiro na corte internacional.
A primeira, em fase de “análise preliminar da jurisdição”, foi feita em 2019 pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos e a Comissão Arns, que denunciaram o presidente por destruição do meio ambiente e ataques contra povos indígenas.
Especialistas em direito internacional não têm dúvidas:
Uma denúncia feita diretamente pelo parlamento brasileiro não poderá ser ignorada pelos membros da corte de Haia.
Se condenado, Jair Bolsonaro poderá ser preso. E integrar a infame galeria de líderes sanguinários.
Perguntado sobre essa possibilidade, Bolsonaro demonstrou destemor, da forma como tem feito em relação a tragédia da Pandemia:
Gargalhando como se estivesse escutando uma grande piada.

Assista: