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De repente você liga o rádio e ouve a notícia de que PMDB e PSDB vão se juntar, Cássio e Veneziano na mesma chapa. O que logo vem à cabeça? O mundo tá de ponta cabeça, tá tudo virado.

E estaria mesmo, caso acontecesse, mas nem de longe há essa possibilidade, a não ser que o senador Cássio Cunha Lima resolvesse ter fair play e abrir o jogo para sua militância e eleitorado sobre os problemas de legalidade e, o que é improvável, apoiar Veneziano como o nome único das oposições.

Mas a vaidade é maior e por uma questão de estratégia ele jamais admitirá que será substituído pelo irmão, Ronaldo Cunha Lima Filho, quando a Lei Ficha Limpa lhe encurralar e isso acontecerá lá pelo meio da campanha.

Poucos sabem, mas a decisão de Cássio ganhou impulso após uma pesquisa encomendada pelo senador Cícero ao instituto Potiguar Consult, que alertou para o fato de que Veneziano estaria incorporando o voto útil, crescendo e que em pouco tempo bateria RC e Cássio seria derrotado no pacote.

Mesmo sabendo das dificuldades jurídicas Cássio rompeu com RC e lançou-se, mas à medida que as convenções se aproximam a realidade jurídica vem à tona e já está anunciado para semana que vem a divulgação da lista dos inelegíveis do MPF e mais na frente seu nome constará na lista dos inelegíveis do Tribunal de Conta da União.

Astuto, Cássio tenta desviar a atenção e ao mesmo tempo tirar do jogo aquele que realmente o preocupa pelo potencial de crescimento e por ser seu adversário imediato em Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo.

De fato, é isso que está acontecendo e nada mais. Especulações e blefes. Nada mais, absolutamente. Como estamos em época de Copa definirei o problema de Cássio. Ele é um craque bichado que pode jogar ou não.