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Estados Unidos e Inglaterra insistem e pressionam a União Europeia, a reforçar as sanções contra a Rússia, devido ao apoio dado aos separatistas ucranianos.

O acidente do avião da Malaysia Airline, pelo que tudo indica, provocado pelos rebeldes apoiados por Moscou, deu força ao endurecimento do discurso do presidente americano, Barack  Obama, sobre Vladimir Putin, ressuscitando o velho clima de guerra fria.

Foi um erro crucial, mas que vitimou inocentes e pôs em risco a paz. Entretanto, quando interesses econômicos e políticos se encontram na balança, as decisões se tornam cautelosas e a União Europeia precisa pensar duas vezes antes de tomar medidas que possam vir de encontro aos seus próprios interesses. Nesse pisar de ovos, é preciso ter cuidado com a fúria americana, geralmente habituada ao campo de guerra. Será preciso todo o esforço da diplomacia mundial para que a crise não se alastre para além da Ucrânia.

Obama, cujo país já não é o mesmo, economicamente, há muito tempo, parece querer se impor sobre a Europa, em nome de uma ética ou ordem, que não sabemos se, na verdade, ele mesmo conhece. Hoje, em solenidade na embaixada da Holanda nos EU, prestou homenagem às vítimas do acidente, ao qual ele parece dedicar grande parte do seu tempo atual.

Já não se vê o mesmo empenho e indignação, quando se trata dos mortos na faixa de Gaza, o que demonstra que os pesos e as medidas adotadas por Obama não obedecem ao mesmo padrão.