Fale Conosco

Os bancários da Paraíba poderão entrar em greve por tempo indeterminado, seguindo a paralisação nacional da categoria, caso a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não negocie as reivindicações aprovadas durante reunião em São Paulo no último domingo. Na próxima semana, representantes do Sindicato dos Bancários do Estado participarão de mais um encontro nacional para definir a data de entrega da pauta à Febraban e o calendário de negociações.

Segundo o secretário geral do sindicato paraibano, Marcelo Alves, entre as principais reivindicações estão o reajuste de 12,5% e valorização do piso no valor do salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que foi de R$ 2.979,25 em junho. “Teremos toda uma pauta de movimentações a partir de agosto. A greve nunca está descartada e poderá acontecer.

Haverá reunião do comando nacional novamente na próxima semana, ainda sem data certa, quando vai ser definido o calendário de mobilização. Na última, participaram seis delegados da Paraíba”, enfatizou. Ainda segundo Marcelo, uma paralisação nacional de duas horas já está definida. “A data deve ser escolhida nos próximos dias. Organizaremos ações de protesto contra as más condições de trabalho que vivenciamos e segurança precária. Também vamos cobrar mais contratações para garantir um atendimento melhor aos clientes nas agências e menos volume de trabalho por funcionário, porque a categoria tem adoecido muito”, reforçou.

Já a Febraban informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que ainda não tem conhecimento das reivindicações da categoria, já que até a tarde de ontem não havia recebido a pauta elaborada pelos bancários. (JP)

 REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%;
Participação nos Lucros e Resultados: três salários mais R$ 6.247;
Piso: R$ 2.979,25 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
Cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e  postos de atendimentos, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos;
Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
Fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, fim da rotatividade e combate às terceirizações;
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
Auxílio-educação, pagamento para graduação e pós;
Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.

Fonte: Sindicato dos Bancários