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Após reunião realizada ontem pelo Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo, os dois sindicatos da categoria na Paraíba, sediados em João Pessoa e Campina Grande, não aceitaram a proposta de 7% de reajuste, apresentada ontem pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), e ameaçam entrar em greve a partir do 30 deste mês.

As assembleias no Sindicato dos Bancários da Paraíba, na capital, e no Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campina Grande e Região, serão realizadas na próxima quinta-feira para esclarecer a proposta oferecida pelos banqueiros e decidir ou não pela greve no Estado. Segundo o presidente do sindicato sediado na capital, Marcus Henriques, o sindicato nacional e os estaduais estão favoráveis ao movimento grevista para pressionar os bancos a apresentarem novas propostas, como 7,5% de reajuste no piso salarial, auxílios-alimentação e creche.

“Vamos avaliar a proposta e ver a indicação do comando local. Caso a proposta também seja rejeitada, começaremos a greve no dia 30”, reforçou. Em Campina Grande, a assembleia será realizada às 18h30, na sede do sindicato, no Centro. Segundo o presidente da entidade, Rostand Lucena, se houver greve, cerca de mil trabalhadores cruzarão os braços na cidade e em outros 17 municípios onde o sindicato atua, também no dia 30.

Em resposta, a Fenaban assegurou que a proposta apresentada ontem às lideranças valoriza o trabalho bancário com os valores que equivalem a um reajuste de 7% a 7,5% para o piso da categoria. “Observamos neste processo um debate maduro e a proposta apresentada viabiliza uma negociação célere para o fechamento de um acordo”, afirmou Magnus Ribas Apostólico, diretor de relações do trabalho da Fenaban.

Em 2013, a greve dos bancários na Paraíba mobilizou cerca de quatro mil funcionários e os serviços foram paralisados em pelo menos 200 agências bancárias. 

JP