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Nesta terça-feira (02), o dólar registrou forte aumento, chegando perto de R$ 5,70. Visando barrar o avanço da moeda americana, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão à vista. Às 10h28, o dólar tinha alta de 1,42%, cotado a R$ 5,6800, depois de ter atingido a máxima de R$ 5,6960.

Em contrapartida o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caía 2,12%, chegando aos 107.992 pontos.

Segundo o estrategista Jefferson Laatus, do Grupo Laatus, a elevação é uma resposta à fuga de capitais, onde estrangeiros estão saindo do País após a confirmação do aumento da CSLL dos bancos, em compensação ao corte de impostos do óleo diesel e do gás de cozinha. Para eles, é difícil confiar no país, pois Bolsonaro descumpriu a promessa de não elevar impostos, levando a uma grande insegurança jurídica. Há também a incerteza a cerca da votação da PEC emergencial, que inclui uma nova rodada do auxílio emergencial, prevista para quarta-feira (03) no Senado. “A dúvida é se será aprovada sem contrapartida, o que apoia a cautela com as contas públicas e o risco fiscal”, avalia o Jefferson.

Na segunda-feira,(1º), o presidente Jair Bolsonaro decidiu elevar a tributação dos bancos para bancar a desoneração de PIS/Cofins sobre o óleo diesel e o gás de cozinha, medidas prometidas por ele à sua base de apoiadores após sucessivos reajustes no preço dos combustíveis.

Por um lado, na visão de Marcel Campos e Paulo Gama, analistas da XP Investimentos, a reação do mercado tem sido exagerada, uma vez que o imposto só valerá a partir de julho, com impacto limitado para 2021, restando ainda a aprovação da medida pelo Congresso. Por outro, analistas apontam efeitos entre 3,7% e 7% no lucro dos bancos. E mais, como o governo ainda não disse de quanto será esse aumento, “isso amplia ainda mais a incerteza, ocasionando em perdas”, apontou o gestor da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

No começo da sessão desta terça, Bradesco PN caía 2,30%, Itaú Unibanco PN recuava 2,42%, Banco do Brasil ON perdia 1,90% e units de Santander tinham baixa de 3,11%.

Estadão