Campina Grande

Assessor de Romero debocha de cadastrados para receber as casas do conjunto Aluízio Campos: “Quem quiser casa de graça espera”

Após o mais novo recente pedido de adiamento do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) da entrega das obras do Complexo Habitacional Aluízio Campos em Campina Grande, iniciadas em 2013 na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, que detém 93% de recursos federais, nas redes sociais vazou áudio de um assessor do prefeito debochando dos cadastrados para receber as casas, que estariam irritados com os atrasos na entrega das casas. Segundo o áudio o servidor sem concurso Adriano Magno Alves Florenço. “Quer casa de graça vai ter que esperar”, disse.

Adriano que está lotado na Secretária Municipal de Agricultura de Campina Grande, como Cargo de Excepcional Interesse Público, disse mandou um recado para os cadastrados que estão aptos a receber as casas e que estariam cobrando de Romero a entrega das casas. “Quer casa de graça vai ter que esperar. Aqui no Santa Barbara (Bairro de Campina) tem 222 apartamentos para verde de R$ 80 mil a R$ 100 mil. Quem quiser casa de graça espera. Se eu fosse o prefeito eu não entregava agora. Era para entregar só na campanha e quem tiver achando ruim que bote o dedo no c… e rasgue”, disse. Escute: https://youtu.be/bulKOjxw-dw

Promessas de entregas – A promessa inicial do prefeito seria entregar no dia 11 de outubro, aniversário da cidade, depois aumentou o prazo para o dia 25 de outubro e agora ampliou em mais de um mês. “Se dependesse só da prefeitura eu podia dizer está entregue, pois de 1088 apartamentos, apenas 33 vão precisar de consertos. Para entregar aqui (casas e apartamentos) tem uma burocracia muito grande”, disse o gestor campinense, ao destacar, em outro ponto, que a entrega dos imóveis poderá não mais ocorrer como previsto, no dia 11 de outubro, aniversário da cidade. Veja ao depoimento á época completo no link: https://youtu.be/zL2bZRPIHG8

Operação Famintos – Um dos motivos já alegados por um dos aliados do prefeito Romero pela não vinda do presidente Jair Bolsonaro a Campina Grande, o deputado federal Julian Lemos (PSL) é a repercussão negativa da ‘Operação Famintos’. Deflagrada em sua primeira fase no último dia 24 de julho, com a segunda fase tendo ocorrido no dia 22 de agosto, a Operação Famintos iniciou-se no âmbito do Ministério Público Federal a partir da Notícia de Fato 1.24.001.000119/2018-12 e prosseguiu por meio do Inquérito Policial 119/2018.

De acordo com o que foi apurado até aqui pelo MPF, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Escritório de Pesquisa e Investigação da 4ª Região Fiscal (Espei) da Receita Federal, pelo menos desde 2013 a organização criminosa criou uma rede de pessoas jurídicas de fachada para participar de procedimentos licitatórios em vários municípios do estado, principalmente em Campina Grande, sobretudo para a compra de merenda escolar com recursos provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Processo nº 0802629-06.2019.4.05.8201

Íntegra da denúncia

http://www.mpf.mp.br/pb/sala-de-imprensa/docs/denuncia-operacao-famintos/view

Redação

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