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Há quem diga que ele foi uma lenda, há quem diga que ele foi um herói, um desses personagens do mundo Marvel, tipo um dos integrantes da Liga Justiça.

Conheci Vital do Rego numa passeata, naqueles tempos em que ser presidente da OAB equivalia a ser no sentido amplio da palavra, guardião da Lei.

Eu era repórter do jornal A Tribuna da Imprensa quando ele foi preso numa manifestação das Diretas Já e tive a honra de redigir a matéria intitulada “Preso Vital do Rego”, acontecimento que repercutiu no mundo e trouxe à Paraíba Márcio Tomaz Bastos, então presidente nacional da OAB e que depois foi ministro da Justiça.

Ouvi de um ex apenado palavras carinhosas sobre a passagem de Vitalzão pela Secretaria de Cidadania e Justiça, quando era tratado pelos detentos como “pai”.

Do lado herói eu já citei o episódio do enfrentamento aos que impediam o ressurgimento da democracia no Brasil e sobre a lenda cito o que contam nos bastidores de uma atuação do criminalista Vital no Rio Grande do Norte, aonde teria absolvido um acusado na condição de advogado de defesa e depois condenado ao atuar como advogado de acusação.

Vital do Rego deixou um legado e hoje no aniversário de morte, passados sete anos de sua partida, não há estudante de direito ou militante dos direitos humanos que não tenha parado um instante para ouvir uma das centenas de história do paraibano Vital do Rego.

Vejo em Vital uma figura tão forte que só me lembrei que ele não está na cena atual quando me lembraram que o mito se foi. 

DÉRCIO ALCÂNTARA