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O presidente Jair Bolsonaro se reúne nesta quarta-feira, (24/7), às 11h, com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, no Palácio do Planalto. A pauta da reunião deve ser a tramitação do pacote anticrime e a operação Spoofing, deflagrada ontem pela Polícia Federal e que prendeu três homens e uma mulher, suspeitos de hackearem o celular de Moro.

Os quatro suspeitos foram detidos em Araraquara e Ribeirão Preto, interior de São Paulo, na terça-feira, (23), e transferidos ainda na noite ontem para a Superintendência da PF no Distrito Federal. Segundo a Justiça Federal do Distrito Federal, os mandatos foram assinados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara, e o sigilo envolvendo as ordens será retirado às 12h desta quarta-feira. A prisão dos suspeitos é válida por cinco dias.

A PF também investiga a invasão do celular do ministro da Economia, Paulo Guedes. A suposta invasão hacker foi relatada pela assessoria de Paulo Guedes na noite de segunda (22/7).De acordo com a assessoria, o ministro teve o celular clonado depois das 22h30, quando o telefone dele entrou para o aplicativo de mensagens Telegram.

“Vaza-Jato”
Série de reportagens “Vaza-Jato” começou a ser publicada em junho deste ano pelo site de notícias The Intercept Brasil. Nas supostas conversas, Moro teria mantido uma relação de cooperação com os integrantes da força-tarefa da Lava-Jato quando era juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, onde é julgada parte dos processos da operação.
De acordo com o site, as conversas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados por uma fonte anônima. “O único papel do Intercept foi receber o material da fonte, que nos informou que já havia obtido todas as informações e estava ansioso para repassá-la aos jornalistas”, informa o site em uma das primeiras reportagens publicadas.
O ministro tem reiterado que as mensagens veiculadas foram tiradas do contexto e podem ter sido adulteradas. Com informações Correio Braziliense.