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Orçado inicialmente em R$ 1,4 milhão, mas com um curso final superior a R$ 3 milhões, o monumento em comemoração aos 150 anos de Campina Grande, em homenagem aos tropeiros, ainda não foi entregue à população. Em maio de 2016, a obra foi repassada para o Sesi, para a instalação do Museu Digital de Campina Grande, que também ainda não foi entregue.

 Faltando menos de uma semana para a abertura dos festejos juninos na cidade, a obra continua um ‘elefante branco’ no centro da cidade, arrodeado de tapumes. O monumento, que ainda passa por vários reparos, foi prometido pelo prefeito Romero Rodrigues como uma das mais belas obras da sua primeira gestão, e a única executadas com recursos próprios. 

Em 2015, o então vereador Napoleão Maracajá propôs, na Câmara Municipal de Campina Grande, a aprovação de requerimento cobrando explicações à Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) sobre a majoração da obra em 83,73% do seu custo que, na época, saltou de R$ 1,4 milhão para R$ 2.680 milhões. O mesmo custo, em 2016, já passava da casa dos R$ 3 milhões.

 “Isso é um absurdo, isso é uma vergonha, o prefeito precisa explicar ao povo. É por essas e outras que falta dinheiro para as escolas, para a saúde, para os restaurantes populares, etc”, afirmou o vereador. 

Na Justiça estadual tramita uma Ação Civil Pública, com pedido de cautelar, contra a construção da obra, por infringir normas de preservação ao meio ambiente. A ordem de serviço para a construção do monumento foi assinada no dia 2 de maio de 2014, pelo prefeito Romero Rodrigues. 

Em maio de 2014, o Ministério Público da Paraíba recomendou o embargo da obra. De acordo com o promotor do Meio Ambiente de Campina Grande, José Eulâmpio Duarte, a construção da edificação teve início sem apreciação do Iphaep. 

A ação foi movida pela Associação Socioambiental Consciência Cidadã, na 2ª vara da Fazenda Pública de Campina Grande, e o Ministério Público entrou no dia 23 de setembro de 2014, como litisconsorte ativo, contra a criação do monumento.

 “A prefeitura não cumpriu embargo do Iphaep. É proibido construir naquela área”, disse o promotor. Para o Ministério Público, a obra obstrui a paisagem do sítio histórico do Açude Velho.

 Redação