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A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, alertou nesta quarta-feira que não acredita que as possíveis vacinas contra a covid-19 estejam disponíveis para a população em geral em menos de dois anos, embora os primeiros grupos de risco possam ser imunizados a partir de meados de 2021. Na semana passada, uma porta-voz da OMS, Margaret Harris, tinha dito que não esperava uma vacinação generalizada “antes de meados de próximo ano”.

Naquela ocasião, a OMS considerou alentador que várias vacinas estejam na fase 3 de estudos, mas alertou que “ainda há um trecho a percorrer”. Ao mesmo tempo, uma publicação confirmava que a vacina russa apresentava “resultados esperançosos”. Nesta quarta-feira, no entanto, a corrida pela imunização sofreu um baque, porque a AstraZeneca e a Universidade de Oxford interromperam seus testes após detectar que um dos voluntários teve uma doença ainda inexplicada, que está sendo investigada.

O voluntário dos testes da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford que desenvolveu sintomas de mielite transversa, um distúrbio neurológico grave, é uma mulher britânica e não integrava o chamado grupo placebo. Isso significa que recebeu o imunizante experimental. Ela teve alta na quarta-feira e, segundo o presidente da AstraZeneca, Peter Soriot, passa bem.

Da redação com El País e O Globo