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EXCLUSIVO: Aonde pode chegar o “Escândalo dos Livros”, como tudo começou, os bois e o dono dos bois

EXCLUSIVO – Há uma nuvem de mistério envolvendo esse “escândalo dos livros” na Paraíba. Por isso, decidi contar a história que sei, desde o começo. Primeiro, devo esclarecer que a denúncia do empresário Daniel Gonçalves é só a ponta do iceberg e esse novelo leva todos os holofotes até o Palácio da Redenção.

Daniel, nesse cenário de filme de suspense hichtchokiano, surgiu da seguinte maneira:
Durante o primeiro turno da campanha eleitoral a coordenação de propaganda de Zé Maranhão foi procurada por uma jovem campinense que se dizia amiga da mulher de Pietro.

Ela contou que era eleitora de Cássio, mas simpatizava com José Maranhão e que não votaria em Ricardo Coutinho de forma alguma, pois o considerava antipático. Essa moça contou que Campina estava sendo invadida pelo Coletivo RC e que existia muito dinheiro em jogo e relatou o seguinte:

1. Que Pietro era amigo do presidente do PSB, Edvaldo Rosas, e que apoiava sua candidatura a federal.

2. Que essa amizade começara com a venda de livros para a Prefeitura de JP. Que Pietro trabalhava em uma empresa de livros e que depois dessa amizade sua vida tinha mudado. Agora morava em uma casa que tinha até cofre embutido e um sofisticado sistema de segurança, pois guardava dinheiro em casa e que parte desse dinheiro era da Campanha de RC e estava sendo usado para comprar votos.

3. Que a mulher de Pietro gastava pequenas fortunas em roupas e acessórios no shopping, quando há pouco tempo não tinha nem o que comer direito.

4. Que certo dia presenciou uma briga do casal por causa dessas despesas e que mais tarde a mulher desabafou com ela dizendo que ele ganhava fácil, pois tinha uma parceria com Rosas e um irmão de RC, Coriolano, inclusive para garantir dinheiro para a campanha. Que a mulher de Pietro contou que ele fazia os pagamentos e por isso instalara o sistema de segurança.

5. Achando que era um versão fantasiosa, ninguém tomou providências até o segundo turno, quando comprovou-se que houve derrame de dinheiro na véspera do primeiro turno. Mandou-se uma equipe para vigiar a casa, mas o movimento, antes intenso, parou. A equipe de investigação jornalística não “achava” a casa e a jovem foi ao encontro deles, apontou a residência de Pietro e deu detalhes de como funcionava todo o esquema de “pagamentos” a cabos eleitorais, chefes políticos e candidatos.

6. A informação que circulou é que ex-agentes da PF aposentados e contratados por Eduardo Campos tinham sido enviados a Paraíba no segundo turno e cuidavam da segurança do dinheiro.

7. A jovem depois deu a dica de que o casal estava indo viajar e que tinha dois destinos: Caruaru, PE, e Taperoá, PB. Primeiro foram para Pernambuco e não ficaram só em Caruaru, depois foram para Taperoá.

8. Há quem diga que a equipe de vigilância do PMDB teria sido “seduzida” pela dos girassóis. Nesse grupo havia gente da comunidade de informações.

9. Com isso, uma equipe de liderados de Veneziano assumiu o caso, juntamente com o Jurídico da campanha de Zé. Foram eles que levantaram a história do cheque em Taperoá e chegaram a Daniel, o verdadeiro “dono” da empresa.

10. Daniel foi até o ProZé, QG de campanha, pronto para denunciar o caso, mas queria condições para fugir, com medo de morrer.

O relato acima me foi repassado por uma alta fonte que esteve no grupo de comando da campanha e as informações que vou relatar agora são frutos de investigações nossas.

Que havia muito dinheiro na casa de Pietro em Campina se sabia e uns falavam em 6 e outros em 8 milhões de reais.

Não posso provar, mas Pietro recebeu suporte de gente graúda da PF para desovar o dinheiro. Era muito grana e muito interesse em jogo e o governador de Pernambuco mexeu os pauzinhos para que arapongas aposentados e agentes da ativa da PF dessem cobertura e dispersassem a P2, a equipe de campanha e a própria PF bem intencionada do local.

E desses federais bem intencionados eu destaco o delegado Derly Brasileiro, que seguiu pistas e apreendeu uma quantia vultosa na sede do setor jurídico da campanha de Ricardo Coutinho, em Cabo Branco, dias antes da votação em primeiro turno.

Esse dinheiro era uma pequena parte do que estava na casa de Pietro, do mesmo jeito que o que foi apreendido na casa de Jacó Maciel também o era.

Tenho informações de que após essa ação o delegado Derly passou a sofrer represálias dentro da PF e que o inquérito da apreensão da grana nunca andou, dormindo hoje no MPE.

Pietro era um PC Farias do PC farias de Ricardo Coutinho, que todo mundo sabe que é o seu irmão de confiança e superintendente da EMLUR, Coriolano Coutinho, o tesoureiro da campanha vitoriosa.

O Escândalo dos Livros foi o que descobrimos até agora, mas Pietro opera com medicamentos, equipamentos e muito mais e parte dessas operações foram montadas dentro da Paraíba com pequenos e médios fornecedores que estornavam dinheiro público para o caixa dois de campanha; outra parte da operação foi se conectando a apoios financeiros que vinham de Pernambuco, onde Pietro foi promovido e passou a operar interestadualmente em nome de Coriolano.

Chegamos em Daniel através de uma amante de Pietro e chegaremos em Pietro para , por fim, chegarmos aos peixes graúdos: Coriolano, Urquiza, Edvaldo Rosas e, finalmente o governador Ricardo Coutinho, o maior beneficiado desse esquema, tenha ou não tenha autorizado.

A Polícia Federal sabe do que eu estou falando, grande parte dos desembargadores do Tribunal de Justiça e juízes também.

Há na PF gente séria, idealista e de fibra e que não deixará que um delegado caxias seja “punido” porque chegou perto demais da verdade; Há gente na imprensa disposta a não ceder e levar as últimas consequências o que está para virar uma CPI.

O que estamos investigando e esclarecendo fazem os motivos que levaram o TRE a cassar Cássio Cunha Lima furto de pirulito das mãos de uma criança perdida em parque público.

Uma coisa leva a outra e o rebanho inteiro vai acabar sendo abatido porque tem gente insistindo em chafurdar na lama.

Atenção senadores e deputados, PF, MP, MPF, MPE, TJ, API, OAB e CNJ: não há neste cenário espaço para os “Pilatos”.

Governador Ricardo Coutinho, suas bravatas e chincana jurídica não amedrontarão a impensa livre. É pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come.

Houve corrupção em sua gestão na PMJP, há na de seu sucessor Agra e se alastra em sua passagem pelo Governo da Paraíba.