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O ex-governador José Maranhão é o nome natural do PMDB para a disputa pela Prefeitura de João Pessoa e esse fenômeno de quem perdeu a disputa pelo governo ano passado aparecer alçado à condição de prefeitável acontece em outros lugares, como, por exemplo, em Maceió, onde Roberto Lessa disputa a sucessão de Cícero Almeida, atual prefeito.

Ao contrário dos que sacam da manga o argumento de que essa candidatura mancharia seu currículo ou que ele passou da idade, digo que falta a Maranhão essa passagem pela Prefeitura da Capital, onde, quem sabe, pode encerrar sua carreira com chave de ouro ou arremeter-se rumo ao Senado ou de volta ao governo.

É legítimo o desejo do deputado Manoel Júnior, mas talvez a ele o destino reserve oportunidades melhores adiante; É providencial a candidatura de Cícero, mas nada impede que ele tenha a presença de Maranhão abrilhantando a peleja.

A entrada de Maranhão trará para o eleitor a oportunidade de julgar o que ele fez ou deixou de fazer por João Pessoa e, mais ainda, se aquela raposa deve se aposentar ou seguir ativa na vida pública.

Animal político que se alimenta da adrenalina dos embates, Maranhão seria menos longevo se não se dispusesse a encarar o desafio que a cúpula do PMDB e o destino lhe impõem.  

Sou a favor da entrada de Maranhão no jogo e as pesquisas comprovam a viabilidade de sua candidatura.

Ganhando, jogará luz na escuridão e ajudará guiar a nau da oposição em direção a um porto seguro.

Perdendo, terá contribuído para Cícero Lucena arrebatar a Prefeitura das mãos do Coletivo RC, motivo que deverá uni-los mesmo a bordo de projetos aparentemente diferentes.

Que Maranhão seja ou não seja candidato a prefeito, a oposição está blindada e não se deixará fragmentar.

O adversário é um só, Ricardo Coutinho, e a possibilidade de Cícero ou Maranhão se aproximar dele é zero.  

Outra coisa: quem perder a eleição é o candidato das oposições ao Senado…ou ao governo, dependendo só da conjuntura em 2014.