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Assim que as primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 chegaram ao território paraibano, o prefeito de Pombal, Dr. Verissinho (MDB), foi notícia em diversos meios de comunicação por supostamente ter ‘furado a fila’ da vacinação no município. Agora, um ofício encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) pela secretária de Saúde de Pombal, Rayane Pereira de Bandeira, pede o arquivamento da ação aberta pelo órgão que apura a conduta do gestor.

A fase inicial da imunização na Paraíba foi destinada a trabalhadores de saúde que estavam na linha de frente no combate ao coronavírus, quilombolas e população indígena. Verissinho, que é médico obstetra e tem 66 anos, não seria contemplado nesta etapa pois não estaria trabalhando diretamente no enfrentamento à pandemia pois, como gestor público, não pode atuar formalmente em outra função remunerada. Entretanto, o político atende voluntariamente na Policlínica Municipal de Saúde, inclusive pacientes que testaram positivo para Covid-19.

“Eu me candidato a receber a primeira dose. Não como prefeito, mas como médico atuante. Não estou na UTI, mas estou sempre atendendo pessoas que têm contato com Covid. (…) Também me considero fazendo parte de uma das pessoas do enfrentamento da Covid. Até porque eu não me escondi, não deixei de me encontrar com as pessoas, estou na linha de frente dos problemas da Prefeitura e do Covid”, declarou o prefeito na época.

No documento escrito pela secretária municipal, ela argumentou que a imprensa veiculou matérias com intuito de gerar polêmica e, portanto, iria “desmentir” as informações.

“É com grande estima e respeito que, tempestivamente, nos dirigimos à Vossa Excelência, com o intuito de esclarecer e desmentir as notícias que foram veiculadas de maneira irresponsável nos últimos dias por diversos veículos da imprensa, os quais fazem uso dos meios de comunicação com o intuito único de gerar polêmica, não se atendo à realidade fática e sem se preocupar com os prejuízos morais e emocionais que possam vir a serem causados ao humano que se encontra por trás do prefeito e médico pombalense que sempre se portou dentro dos princípios da moralidade e impessoalidade, não apenas na seara do serviço público enquanto gestor e profissional da saúde, mas também como cidadão”, diz uma parte do texto.

Rayane pontuou ainda que Verissinho é médico desde 1980 e “nunca se furtou de sua atribuição enquanto profissional que, em síntese, consiste em cuidar das vidas e da saúde das pessoas”, lembrando também de sua atuação voluntária junto à policlínica da cidade.

A secretária justifica que a intenção do gestor foi para “dar exemplo a sua cidade, passando a todos os munícipes a mensagem que a vacina é segura e eficaz, não recebendo o imunizante em razão do cargo que exerce, mas como Médico e idoso que é, em pleno exercício de sua profissão”.

“Assim como um guerreiro deve se trajar com sua armadura, nutrir sua montaria e amolar sua espada para guerrear, os profissionais da saúde, que atuam no combate contra a Covid-19, devem munir-se do imunizante, para que blindados pelos efeitos da vacina, possam também guerrear contra este vírus que assola o mundo inteiro e, com isso, proteger as pessoas, por ser este o papel do médico e de todos os profissionais da área da saúde”, concluiu Rayane Pereira ao defender o arquivamento do processo.