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A recém criada sigla, o PSD, aos poucos está ganhando adeptos e simpatizantes. Muitos com a justificativa de que querem se ‘libertar’, querem seguir outra ideologia. Vocês entenderam, né? Querem ampliar o pasto e multiplicar a boiada.

Mas, nas entrelinhas o cenário é outro, bem diferente – a busca pelo poder. Não sei se vocês notaram, mas os primeiros a se manifestar em favor da sigla não estão apenas em busca da tão falada ‘libertação’, mas sim do poder de chefiar um partido.

O vice-governador Rômulo Gouveia foi o primeiro. Tido como mero coadjuvante e ‘pau mandado’ dos Cunha Lima, o gordinho decidiu aceitar liderar um partido no âmbito estadual (cargo que nunca antes foi convidado para ocupar).

Está certo que por trás dessa decisão, há quem diga que há um ‘plano’ do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que é ter em mãos as duas siglas – PSD e PSDB.

Não obstante, a vereadora Raíssa Lacerda também não fica nem um pouquinho atrás. Depois de alardear durante as campanhas de 2008 e 2010 a força do DEM, a parlamentar, como quem não quer nada, muda o discurso, anuncia adesão à nova sigla e de quebra leva a direção da legenda na Capital paraibana, o maior curral eleitoral do Estado.

Em Campina Grande, o deputado Manoel Ludgério foi mais sincero. Mudou de partido porque nunca foi prestigiado pelo PDT sequer com a direção da legenda. Esta, por sua vez, é comandada pelo filho do presidente da executiva estadual, ou seja, um nepotismo partidário.

Em Souza, a vice-prefeita da cidade, Joana Estrela também está para se filiar no PSD e de quebra também deve levar a direção da legenda.

Pelo que se vê, a maioria dos ‘imigrantes’ não estão em busca de libertação, mas sim em busca de poder. 

O PSD é uma bóia jogada por Kassab na hora certa para quem já estava com água pelo nariz no oceano de vaidades alheias e agora pode nadar até de costas em sua prainha particular.

Mas, anote aí: Em muito pouco tempo o PSD estará saturado e cheio arranca rabos. Político é como pavão e cada um quer aparecer mais do que o outro.