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A Agência Nacional de Saúde (ANS) anunciou medidas para reduzir o número de cesarianas entre consumidores de planos de saúde no país. As propostas foram anunciadas nesta terça-feira (14) em Brasília, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o diretor-presidente da ANS, André Longo.

Entre as medidas sugeridas pela Agência, está a ampliação do acesso à informação pelas beneficiárias, que podem solicitar as taxas de cesáreas e de partos normais – independentemente de estarem grávidas ou não. Além disso, as resoluções preveem a implantação do partograma, um documento que deve reunir as informações do trabalho de parto, como dilatações e contrações, e das condições maternais e fetais.  O ministro destacou a importância do enfrentamento ao que chamou de epidemia de cesarianas no Brasil. “No setor privado, o percentual de partos cesáreos deveria ser de partos normais. Precisamos inverter essa situação, senão a vida vira uma mercadoria”, declarou ele. “Respeitar a mulher é, acima de tudo, disponibilizar a ela todas as informações sobre o parto normal e fazer com que o parto cirúrgico seja adotado apenas quando indicado”. As duas resoluções estarão disponíveis para consulta pública a partir desta quarta-feira (15), e o envio de contribuições ocorrerá de 24 de outubro  a 23 de novembro através do site da ANS. A expectativa é que as medidas entrem em vigor a partir de dezembro. Parto cirúrgico Atualmente, 84% dos partos na saúde complementar são cesarianas. Quando não tem indicação médica,  ocasiona riscos desnecessários: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.

JP