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Os comentários abaixo são da presidente da Associação Paraibana de Imprensa, Marcela Sitônio, e da cooselheira do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Laura Berquó, foram  postados em seus perfis no Facebook e referem-se a censura imposta por dois juízes a este blogueiro e a ex-primeira dama Pâmela Bório.

CENSURA 1

Decisão de Justiça é para ser cumprida e discutida também, do contrário, não estamos numa democracia. Em menos de um mês, dois magistrados paraibanos, um juiz e uma juíza, decidiram favorável à interferência no conteúdo postado por dois jornalistas em redes sociais. A judicialização das questões relativas ao exercício da liberdade de expressão vem se tornando uma prática comum aqui e em outros Estados, tornando-se uma ameaça às garantias constitucionais conferidas tanto ao cidadão comum, quanto aos profissionais da comunicação. O jornalista não está acima do bem e do mal, mas há diferenças entre ações judiciais legítimas e as que têm o objetivo de tão somente intimidar, coagir e barrar críticas. Cabe a quem acusa produzir e provar o que faz. A interpelação judicial é um direito do acusado. O temor é reviver um período de censura velada. Só digo uma coisa: a informação não tem dono nas redes sociais, tentar controlá-la, é como segurar os tentáculos de um polvo, prende um, mas não consegue segurar todos.

MARCELA SITÔNIO

CENSURA 2

Eu não entendi ainda uma coisa. Quando fui processada por Wallber Virgolino por falar a verdade, tentaram cercear meu direito de falar COMO TESTEMUNHA OCULAR as coisas que eu dizia. Usando do meu direito natural a desobediência civil, não tirei as postagens. Um jornalista me mostrou uma decisão contra Dércio Alcântara, que por sinal não gosto dele, mas que fere o direito dele de denunciar e foi graças ao apelo dele que decidimos pedir a federalização do assassinato de Bruno Ernesto. Recentemente também, Pâmela Bório foi proibida de associar a imagem de Estelizabel ao Jampa Digital. Mas a postagem da jornalista só fazia referência ao fato da atual deputada ter sido Secretária da PMJP naquela época. Quem tem resistido bravamente a processos judiciais é Rubens Nóbrega. Eu acho que assim como os parlamentares, os jornalistas deveriam ter imunidade pelo que falam. O atual governador quando deputado desencadeou uma onda de denúncias que desencadeou na prisão de Cícero. Mas ele tinha imunidade, não era jornalista. Infelizes jornalistas que quem sabem se tivessem imunidade e tivessem usado do mesmo expediente que hoje estão sendo proibidos não teriam chegado a Prefeito em 2005?

LAURA BERQUÓ

Agradeço as palavras de Marcela e Laura. Finalizo dizendo: #DEIXADERCIOTRABALHARMAGO