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Não sou repórter da área policial, mas fiquei cismado com esse relatório do delegado Everaldo Medeiros concluindo que o seqüestro seguido de assassinato do jovem Bruno Ernesto, 31 amos, não foi de encomenda.

Só para refrescar e atiçar, Bruno era diretor de uma área importante da Prefeitura da Capital, a de diretor de infra-estruturar e suporte, e era o cara que tinha todas as senhas das redes de informática. 

Estranho o fato de mesmo após um dos marginais ter afirmado no calor da prisão que o “crime era de encomenda”, o delegado responsável pelo caso concluir que não foi.

Convenhamos que não foi um crime comum pelo seu modus operandi de tocaia.

Bruno foi seqüestrado em frente a sua casa nos Bancários e jogado na mala do seu carro. Por descuido dos bandidos, ficou com um celular de onde ligou para a esposa comunicando o crime em andamento. As redes sociais ferveram tentando ajudar.

Desde quando um simples assalto para levar veículo e dinheiro na carteira vira uma coisa tão complexa e sem nenhuma passagem por caixas eletrônicos?

Porquê, apesar de os mentores morarem nas proximidades, desovaram o corpo lá no Conde? Ou melhor, porque o latrocínio, se o negócio era só roubar o carro?

Mais intrigante ainda, porque um membro da gang diria que foi de encomenda se não tivesse sido?

E, finalmente, o que Bruno teria de tão valioso para merecer atenção tão especial de um grupo aparentemente amador? Eu disse aparentemente.

Há outras variáveis nesse acaso e me chama atenção a pressa com que querem colocar uma pedra em cima.

Nãos sei porque, mas vejo pegadas maiores nessa arapuca e só não sei ainda qual é a conexão, mas minhas fontes não param de me dizer que aí tem coisa e que o buraco é mais embaixo.

Falam em 32 milhões e falam em um ponto de interrogação pairando sobre esse caso que poderá se conectar com “um negócio digital que não funciona”

Algo tipo Bruno não sabia que sabia demais. Será? Aguardemos o desenrolar dos fatos….

Veja abaixo uma matéria onde o radialista Washington Luiz entrevista o bandido que confessou que o crime foi de encomenda.