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A posição do deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) rendeu mais uma polêmica para o partido do presidente Jair Bolsonaro nesta semana. Frota decidiu se abster de votar no segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados na quarta-feira (7/8), contrariando a decisão da legenda.

O partido não deixou barato: o parlamentar foi tirado da vice-liderança da legenda e também da comissão que debate a reforma tributária na Casa. A informação foi dada pela Folha de S Paulo.

Ao Correio, a assessoria do deputado informou que Frota já recebeu convites de “vários partidos” para trocar de legenda. Um deles, inclusive, o do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o DEM. No entanto, a assessoria garantiu que ele não cogita sair do PSL.

Frota chegou a ser coordenador do PSL na comissão especial da reforma. Mas, desde o início do mandato de Bolsonaro, o deputado não deixou de ser crítico ao governo federal e a aliados do presidente. As posições polêmicas resultaram em um pedido de expulsão do partido feito pela deputada Carla Zambelli, também de SP.

Pelo Twitter, Frota disse que a abstenção foi um “voto seguro”, já que a vitória era dada como certa pela base. “Sobre meu voto de abstenção, foi um voto seguro (já tínhamos certeza da vitória) e mostrei que o voto tem peso. Que acordos precisam ser cumpridos e deputados, respeitados. Foi a melhor maneira de dar um recado ao sistema. PSL, esse voto não faria falta”, escreveu no microblog.

O deputado também disse que “foi muito bom” ter sido coordenador da comissão da Previdência e que sai vitorioso com todo trabalho entregue.

A proposta foi aprovada em 2° turno na Câmara dos Deputados por 370 votos a favor e 124 contra. Após repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (8/8), o deputado apagou a conta no Instagram, na qual tinha mais de 167 mil seguidores. Com informações Correio Braziliense.