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Mais do que mortes, a pandemia tem provocado fome no país.
De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a queda de 4,1 por cento no PIB em 2020 levou 12,8 por cento da população para baixo da linha da extrema pobreza.
Isto significa 27 milhões de brasileiros vivendo com até 246 reais por mês, sem acesso a alimentação mínima diária.
A fundação também apontou que quase 32 milhões de pessoas deixaram a classe C desde agosto do ano passado.
Todos os avanços da última década foram perdidos.
Estamos mais pobres do que em 2011, quando foram iniciados programas de distribuição de renda para os mais vulneráveis.
De olho em toda essa miséria, o Supremo Tribunal Federal determinou ontem que o governo Bolsonaro tem que criar em 2022 o programa de renda básica nacional, com valores a ser definidos pela União, contemplando famílias que estão abaixo da linha da pobreza.
A determinação do STF não está contemplada na Lei de Diretrizes Orçamentária enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao congresso nacional.
A peça, aliás, não prevê sequer gastos com a pandemia, o que deve contribuir para desequipar hospitais com equipamentos e medicamentos.
Será que já chegamos ao temido fundo do poço?

Confira: