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Em nota divulgada nesta terça-feira, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel-PB) criticou o novo decreto anunciado ontem pelo governo do estado. A medida impede que bares e restaurantes funcionem de forma presencial depois das 15h na véspera e dia de natal e ano novo. No comunicado, a Abrasel afirma que vai “agir firmemente, por todos os meios ao seu alcance, em defesa das garantias constitucionais da sociedade”.

Arthur Lira, presidente da associação assina a nota. Segundo a entidade, o governador João Azevêdo decretou o “fechamento injustificado de atividades lícitas”, “baseado na mera suposição de que o horário normal de funcionamento que vem sendo aplicado aumentará o número de casos”. E completou: “as pessoas vão sim se reunir, governador. A questão é se o farão organizadamente, seguras em ambientes profissionais, em suas casas, ou, em persistindo essa arbitrariedade, nas ruas, lutando por sua liberdade”.

A nota ainda cita a falta dos serviços essenciais de alimentação para a população paraibana e turistas nas noites citadas no decreto.

Confira nota na íntegra:

Estamos próximos do Natal e virada de um ano de muito sofrimento. Perda de tantas pessoas queridas, de empregos, destruição de lares e de sonhos.

Poucos são os que ainda podem se reunir com seus mais próximos e externar seu carinho e gratidão pelo que lhes resta ou por suas conquistas, apesar de toda dor e angústia.

No entanto, por meio do decreto n° 40. 930 de 21 de dezembro de 20240 o governador da Paraíba agiu indiferente a todo anseio da sociedade.

Decidiu tirar das pessoas essa possibilidade, baseado na mera suposição de que o horário normal de funcionamento que vem sendo aplicado aumentará o número de casos e decretou fechamento injustificado de atividades lícitas.

Em decorrência disto, a população e os turistas estão a mercê de ficarem sem os serviços essenciais de alimentação, que seriam suprimidos, como a redução de horário de almoço e eliminação de horário de jantar.

As pessoas vão sim se reunir, governador. A questão é se o farão organizadamente, seguras em ambientes profissionais, em suas casas, ou, em persistindo essa arbitrariedade, nas ruas, lutando por sua liberdade.

A ABRASEL está pronta e vai agir firmemente, por todos os meios ao seu alcance, em defesa das garantias constitucionais da sociedade.

Arthur Lira, presidente Abrasel / PB