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O Brasil terá quase 600 mil mortos por Covid-19 até primeiro de agosto – vítimas de uma terceira onda de contaminações que se forma no horizonte próximo do país.
A previsão é de um dos melhores grupos de projeções do mundo, os cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
Inverno, mais baixa taxa de isolamento social, cobertura vacinal lenta e relaxamento das regras sanitárias por parte da população são os itens que estão construindo a terceira onda, que pode ser ainda mais letal do que a segunda, cujo pico – registrado em março – provocou mais de quatro mil mortes diárias.
O neurocientista Miguel Nicolelis, que coordenava o comitê anticovid no Nordeste, e deixou o cargo contrariado com as flexibilizações feitas pelos governadores, lembra que a primeira onda com explosões de casos no Brasil ocorreu durante o inverno do ano passado – período que favorece a disseminação de vírus.
Só medidas restritas, avanço da vacinação e uso de máscaras por mais de 90 por cento da população pode nos livrar do novo massacre.
Além da conscientização, por parte das pessoas vacinadas, de que elas continuam sendo vetores de contaminação.
São comportamentos que, até aqui, a população brasileira não conseguiu transformar em prática.
O que não nos permite ser otimistas:
A terceira onda virá.
Provocando dor, perdas, e nos punindo por nossa incapacidade de viver e agir com respeito ao próximo.

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