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Em seus primeiros 30 dias à frente da Prefeitura de Campina Grande, a gestão de Bruno Cunha Lima (PSD) já recebeu, praticamente, mais de uma denúncia por semana. São críticas de calote no pagamento do 14° salário a 13 escolas que tiveram um bom desempenho no Índice da Educação Básica (Ideb); denúncia de fura-filas na vacinação contra a Covid-19; do sumiço de mais de 70 vacinas de imunização a covid-19 em carro privado; da suspensão do benefício da passagem do transporte coletivo em dobro e na segunda-feira (01) da decretação de greve dos servidores da educação de Campina por tempo indeterminado.

Uma das queixas oriundas dos servidores públicos se refere à promessa feita pelo ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD), não criticada pelo prefeito eleito Bruno Cunha Lima (PSD), de pagar o 14º salário a 13 escolas que também tiveram um bom desempenho no Índice da Educação Básica (Ideb) em Campina Grande, não cumprida até esta terça-feira (02), sendo este considerado o primeiro calote da nova gestão na cidade. Veja detalhes clicando aqui.

Fura-filas na vacinação – A ex-secretária Municipal de Saúde de Campina Grande, a médica Tatiana Medeiros, formalizou, no Ministério Público da Paraíba (MPPB), na última terça-feira (26), denúncia de fura-filas na vacinação. Na semana passada, a médica delatou o caso em suas redes sociais e também denunciou, por meio dos canais do Ministério Público, os casos que ganharam repercussão em toda a Paraíba. Veja mais aqui.

Vacinas roubadas – Outra acusação vem de investigação policial aberta pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Campina Grande. Na manhã do último domingo (31), o veículo de uma enfermeira que saía do Hospital de Trauma foi roubado. No carro, a profissional de saúde transportava 70 doses de vacina contra a Covid-19.

Após o crime, o automóvel foi abandonado no município de Puxinanã, numa região já conhecida pela Polícia Civil por ser comum o descarte de carros roubados no setor. Desde a repercussão do fato, a Polícia Civil iniciou as diligências a respeito do delito. A princípio, tudo indica que os assaltantes queriam levar apenas o veículo, mas ainda é cedo para qualquer conclusão. Confira detalhes neste link.

Aumento nas tarifas de ônibus – Outro golpe na população de Campina, principalmente a de baixa renda se deu devido a decisão do prefeito Bruno Cunha Lima de suspender do benefício da passagem em dobro das passagens do transporte coletivo na cidade. Os passageiros que utilizam o cartão “Vale Bus Card” tinham um bônus que duplicava o valor da passagem. Se uma recarga de R$ 50 fosse realizada, o usuário ganharia mais R$ 50, que totalizaria R$ 100, válidos até o último dia de cada mês. Com a suspensão do benefício, o usuário deverá pagar o valor integral da passagem, que atualmente custa R$ 3,90.

Em nota, a Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Campina Grande (STTP) disse que a bonificação foi suspensa por um “impedimento legal”, pois a vigência da medida expirou no dia 31 de dezembro de 2020, apesar da Câmara Municipal já ter retomado diplomado a semana sua nova Mesa Diretora, nenhuma sessão extraordinária foi pedida.

Educação paralisada – Por último na segunda-feira (01), os servidores da educação de Campina Grande decidiram, por unanimidade, em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), entrar em greve geral, ou seja, a decisão é de não iniciar o ano letivo. Mais de 500 servidores participaram da assembleia.

Para a categoria, ainda não é o momento para o retorno das aulas presenciais, ainda que de forma híbrida, já que a volta às atividades nas unidades educacionais neste momento, pode resultar em ainda mais mortes de profissionais da educação vítimas do novo coronavírus, como aconteceu com a professora Christianne Fátima, gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Francisco da Motta, que veio a óbito precocemente neste domingo (31). A servidora foi homenageada no início da assembleia. Veja mais detalhes aqui.